É difícil pensar em tecnologia na educação básica na minha época de escola. Ingressei na primeira série do ensino fundamental em 1990. Apesar dos computadores na época estarem ganhando grande projeção nas empresas e casas mais abastadas, ainda era uma realidade longínqua para uma escola pública na
periferia da cidade de São Paulo. O mais "tecnológicos" que conseguíamos naquela época, eram as provas impressas no mimeógrafo e quentinhas e com um forte cheiro de álcool.
Em 1994, a minha escola finalmente foi agraciada com cinco computadores que seriam divididos entre os cerca de 42 alunos da minha turma, mais as outras turmas da escola, entretanto nada é fácil numa escola de periferia: roubaram os computadores da escola e, assim, eu só fui estudar com a ajuda de um computador muitos anos depois, quando pude ter computador em casa.

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